“Geralmente, o dia do casamento é um transtorno. O homem tem que carregar caixas, levar vinhos, dar carona para familiares...”. O breviário é do economista Cassiano Ricardo Tavares. À espera de seu enlace, que aconteceu em março, o prometido da arquiteta Camila de Castro Stela só queria saber de relaxar. Despreocupado com os penosos preparativos da pré-cerimônia, ele aderiu aos afagos do Dia do Noivo: uma semana inteira dedicada a massagens, limpeza de pele, manicura, pedicuro, entre outros cuidados que só terminam na hora de subir ao altar.
A ansiedade e o trabalho que envolvem o matrimônio são as maiores determinantes na escolha dos pacotes dos futuros maridos. “É um mimo; a idéia é relaxar. Para mim, o dia do casamento começa ao meio-dia, quando chego ao salão. Minha decisão foi, principalmente, com o objetivo de descansar, fugir da correria”, confessa Tavares. Ainda assim, ele conta, em tom de brincadeira, a queixa que recebeu de sua amada. “Ela me perguntou se eu queria chamar atenção. Se eu é que queria ser a noiva!”. Não é à toa. Alicate de cutícula, parafina cosmética, cera de algas, espátula, lixa e pinça. Até pouco tempo essas palavras recorrentes ao universo feminino soavam de maneira estranha aos ouvidos de um homem. |