Um dos quatro maquiadores oficiais da grife francesa, o brasileiro Guy dá um show de simpatia e cria looks exclusivos para candidatas ao altar
“A linha chocolate que estou divulgando no Brasil é uma homenagem da marca para mim”. A frase, dita em tom de seriedade, mas seguida de sonora gargalhada, é de Aguinaldo Silva Leandro, um dos quatro maquiadores internacionais (único não europeu) e gerente de treinamento para a América da Givenchy, uma das empresas de perfumaria e cosméticos mais conhecidas do mundo.
Brasileiro de Mogi das Cruzes, interior paulista, o ex-vendedor do Duty Free do aeroporto internacional de São Paulo transformou-se rapidamente em um nome respeitado da maison francesa e viu a carreira decolar vertiginosamente.
Apresentado nos cinco continentes como Guy de Givenchy, o profissional, que morou vários anos em Paris e passa a vida carregando cases pretas e prateadas abarrotadas de produtos pelo mundo, esbanja bom humor e modéstia.
Acostumado a lidar com celebridades, não omite a origem. Conta, à frente de um arsenal de pincéis, sombras e batons, que é filho de um mestre-de-obras e uma auxiliar de enfermagem. Primogênito da família, este leonino de 41 anos sempre demonstrou garra em tudo que faz. Trabalhou como técnico de velas automotivas e desenhista industrial até ser convidado, por conta do porte imponente e pleno domínio de línguas estrangeiras, a concorrer à vaga de vendedor na loja de importados do aeroporto. Não foi apenas muito bem colocado como também o primeiro homem a trabalhar no setor de perfumes e cosméticos, até então universo totalmente desconhecido para ele. “Não planejei ser maquiador. Simplesmente aconteceu. Como poderia vender maquiagem se eu não sabia maquiar?”
Sobre o apelido, ele recorda que assim que chegou à matriz, as pessoas não conseguiam pronunciar seu nome corretamente. De Aguinaldo para Gui foi um pulo, e a forma à francesa (Guy), uma charmosa adaptação.
Confira, a seguir, as dicas exclusivas do expert para as leitoras de Bella Noiva. “Todo rosto é um quadro. Porém, maquiagem não é moda, é bem-estar. Digo sempre: menos é mais, o pouco é muito e o mínimo é o máximo”. Palavras de quem entende do riscado. |