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A habilidade com linhas, agulhas e tecidos surgiu despretensiosamente. Há 30 anos, não eram mais do que cortes e contornos para vestidos de uma amiga aqui, outra acolá. Sem comprometimento profissional algum, conquistava um dinheirinho extra e, ainda por cima, entretia-se com o passatempo. “Na época, não havia quase nenhuma butique e era muito comum as costureiras freqüentarem a casa das pessoas”, relembra Águeda Chaves, hoje a estilista que veste personalidades de todo o Estado.
Nesse meio-tempo, ainda jovem, enquanto trabalhava como programadora de sistemas, aventurou-se em um curso de Economia. Seu talento, entretanto, estava muito além de códigos e cifras. “Joguei para cima tudo aquilo que parecia promissor na vida de uma estudante para fazer uns vestidinhos. Montei uma confecção de fundo de quintal e abalei muito os ares da família, pois não viam futuro”, conta. E hoje – sem dúvidas – não têm do que reclamar.
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